terça-feira, 25 de maio de 2010

"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com
fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar
assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou
uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção
de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero,
querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão
literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as
mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero
escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como
homem."

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