Poderia ser um texto qualquer
Esta noite, acordei de madrugada e resolvi vir pensar um pouco. Olhar as coisas que me cercam, tentar entender quem eu sou ou o que represento para estas pessoas. É claro que milhões de pensamentos me devoram e é claro que não consigo ler e registrar todos ao mesmo tempo. Minhas etapas separam meu inicio do meu meio do meu fim, não seria justo comigo mesmo não pontuar cada momento vivido. São ciclos e esses ciclos me nascem, me crescem e me morrem. Pode soar estranho ler algo assim, talvez com uma estética e uma sonoridade diferentes, mas você entendeu o que eu quis dizer e não precisaria ficar aqui me justificando. Não precisaria, mas preciso e muito do que escrevo e do que penso são apenas justificativas que encontro para cada atitude de cada um dos meus personagens nesse mundo. Todos temos nossos personagens, alguns sabem nos usar melhor do que outros e isso não é nenhum super mistério misterioso do além do outro lado da vida, é uma constatação simples.
É claro que não posso dizer que estou certo em tudo e em todas as vezes. Acontecem equívocos, mudanças de convicções, alternancias de percepções, tem horas que estou mais atento as coisas da lua e tem hora que estou mais atento as coisas que circulam no centro da cidade, a visão pode mudar de acordo com o meu humor, com o novo pensamento que me cerca, pela nova experiência que me espeta. Digamos que todos somos assim, mas não temos que nos preocupar com isso quando precisamos nos preocupar com o que os outros pensam de mim. De minhas histórias, de minhas dúvidas, de minhas teorias, de minhas músicas. Me cobro cobrando do mundo que me cobram atenção. Sonoridade estranha não, dessa última frase, leia: Me cobro cobrando do mundo que me cobrem atenção, seria mais sonoro e correto, isso se esse não fosse apenas mais um exercício para te prender nessa leitura, que embora esteja confusa se começar a reler de traz para frente, mas que te prende na medida que você saber não precisará voltar, não fará tanta diferença no momento o que estas interpretando, pois não há nada a interpretar é um simples exercício de escrita e de leitura. Talvez no futuro eu volte aqui e não compreenda o motivo que me fez escrever este texto. Talvez entenda que como a chuva precisa chuver em algum momento, eu preciso escrever, digamos que se os elementos que forma as nuvens estiverem presentes no mesmo ambiente e se cercando de possibilidades físicas de formar suas modulações, as nuvens vão despejando água a medida em que a chuva precisa cair, não é uma escolha. Então a chuva me diz: eu não queria cair, não queria matar vocês, não queria prejudicá-los, preferiria ser apenas aquele banho de chuva nas noites de amor, aquelas brincadeiras de infância enquanto me jogava em vocês, aquele futebol engraçado com escorregões e bolas expirradas em poças que ganham velocidade e enganam o jogador e seu adversário, um raro momento em que não se pode calcular com tanta precisão os movimentos da pelota. Olha, sei que você ainda está ai. Sei que ainda está me lendo, se conhecesse minha voz estaria a ouvindo, pois aposto que quem conhece consegue quase me ouvir sussurando este texto por trás da mente. Como aquelas vozes de cartas de novelas ou de filmes. Estive pensando: porque estou tentando prender sua atenção com um texto que em momento algum segue programado? Onde não há qualquer lógica nas idéias, onde não há qualquer caminho percorrido que não sejam apenas letras formando ou tentando formar um sentido. Para que sentido? Tudo precisa ser explicado e ter sentido? Não posso de repente resolver formatar pensamentos que não estejam sustentados por nenhuma conclusão? Como um emaranhado de idéias malucas que apenas prendeeeeem suuua atençãoooooo. Consegue perceber a intenção nas extenções das letras? Preceba: Prennnnnnddeeeemmmm suuuuuuuaaaaaaaa atençãoooooooooo. Você consegue ouvir a voz, mesmo que não seja a minha, que seja a sua dizendo: Continuam prendennnnndo minha atenção. **risos**. Quando comecei esse relato eram só duas frases, mas como um virús sem controle desses que inventam para nos amedrontar com notícias de jornais, fui me espalhando em milhares de outras palavras e outras e outras e uma foi gerando a outra porque quando as palavras fazem sentido, elas precisam colaborar umas com as outras, não há qualquer sentido em misturar palavras sem sentido mesmo quando o texto no geral não faça qualquer sentido. Você não leria em qualquer outra situação um texto que lhe sugerisse um pensamento baseado no povo do salvo conduto urbando feliz segue a risca o sabor. Entendeu? " povo do salvo conduto urbano feliz segue a risca o sabor", onde mais você encontraria a junção dessas palavras nessa ordem se não fosse um post com um exercício meu de escrever o que vem à minha mente. A cordenação das minhas idéias nesse momento só segue uma lógica, ter a lógica se ela for capaz de se formar sozinha, sem que eu precise ficar explicando. Explicar uma lógica é como insistir numa verdade absoluta para todos embora a lógica tenha realmente lógica, pois senão não teria o significado que tem, o problema é quando confundem a lógica com a verdade, então podem surgir uma série de questões equivocadas e isso pode causar uma confusão mental danada que depois pode ser interpretada como confusão espiritual e depois karmica, mas no fim fora apenas uma suposta má interpretação da lógica. Ainda te tenho ai? Ainda me lê? Pois sei que se chegou até aqui estas interessado em saber para onde estou te levando. Imagine, como se pegasse na sua mão ou no seu pulso e te carregasse onde minha mente quisesse. Quem continua me acompanhando pode estar desenvolvendo uma série de sensações. Medo, repulsa, surpresa, desdém, percebam como a inveja não cabe a esse momento, usar a palavra inveja ficaria fora do contexto do que estou tentando expressar, por tanto na falta de uma maneira mais rápida de lhe explicar o que eu queria te dizer, dei esse nó no meu cérebro, não sei se atingiu o seu. Não sei se consegue me olhar te falando o que estas lendo nesse momento. Como se estivéssemos conversando, ainda que pareça ser apenas um monólogo de Tico Sta Cruz. Mas posso te dar um tempo para pensar. Quer pensar em algo como resposta dessa nossa conversa? Então escreva nesses comentários, escreva o que me diria numa conversa como essa. Seja meu interlocutor direto, como se pudessemos travar um diálogo numa conversa de amigos. Agora vou esperar sua resposta. Se você nunca comentou aqui, veja como estou falando diretamente olhando nos seus olhos. Comente. Escreva o que quiser, seu nome, sua cidade, comente apenas uma vez, para não entupir os comentários de informações desnecessárias. Imagine que estamos nos conhecendo agora, você não vai querer passar a impressão de que é inconveniente não é mesmo? Ninguém quer, ainda que pareça inconveniente pensar nisso nesse momento. A inconveniência por si só é um momento onde o argumentador envereda por assuntos que poderiam ser evitados. Concorda? Pense, a inconveniência por si só, é um momento onde o argumentador enverda por assuntos que poderiam ser evitados. Isso me parece tão lógico, mas por que então existem pessoas inconveniêntes? Por que somos inconveniêntes sem perceber por diversos momentos? Porque cada um tem seu nível de tolerância. Aposto que muitas pessoas já pararam de ler há muito tempo. Mas você ficou. Ficou e está bem claro que estou falando diretamente com você, pois quem não está lendo isso aqui não sabe do que estamos falando entende? Veja como é engraçado esse negócio da comunicação e a forma que ela é conduzida. Quem não se aprofunda em conversas, livros ou textos onde quer que seja, jamais sabera a sensação do que aquilo poderia lhe causar, porque em vários momentos, como este por exemplo, o autor pode se tornar repetitivo, porque ele sugeriu que lhe deixaria falar naquele instante e continuou não dando brecha para que você se expressasse. Enfim, só deixe os comentários de fato se chegou no final dessa extenção em palavras de meus pensamentos no fim de uma madrugada e o nosso código será: "Fim da madrugada". Você a título de habilitar esse improvável diálogo entre nós começara antes de emtir sua parte no diálogo as palavras. Fim da madrugada. Por exemplo: "Fim da madrugada, eu achei que você estava completamente chapado quando resolveu escrever este texto, blá blá blá blá. Entendeu? Então vamos lá, abra o quadrado e escreva. Fim da madrugada. O sol já vai nascer. O dia esta vinda bem claro e direto, batendo direto em meu peito, o sol está.
"Fim da madrugada. O sol já vai nascer. O dia esta vinda bem claro e direto, batendo direto em meu peito, o sol está.
Vou saber se você escreveu mesmo ou se copiou exatamente como deixei ai a sua disposição do Control V + Control C.
Me acha um maluco?
Talvez eu seja mesmo.
Será que o que te chamou atenção na continuação desse texto que está ficando chato fora a presença de um ponto de interrogação?
Perceba que o papel do ponto de interrogação é indicar um diálogo, pelo menos a priori.
Difente de uma afirmaçã imperativa:
Para imediatamente de ler o que se segue escrito adiante!!!!!!!!
Pare imediatamente de tentar descobrir qual será meu próximo pensamento!!!!!!!
Duas frases imperativas.
Isso te supõe algo?
Pois seu apenas quisesse ser direto eu diria:
- Consigo prender sua atenção.
Se bem que pareci agora um pouco convencido não é?
Estou dialogando comigo mesmo o tempo todo, sempre estive. E por alguns segundos pensei em invadir o caminho alheio com minhas passagens temporais, pois se estou perdido e não sei, é porque penso que não estou perdido, pois se me sentisse perdido já estaria pensando nisso antes. Talvez agora tenha concluído que não faz mais sentido seguir com este texto. Encerrando assim nossa conversa.
Acredite.ico santa cruz.
Eu saberei exatamente que conseguiu me entender.
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